quinta-feira, 21 de julho de 2016

Língua Portuguesa

Encontro vocálico e encontro consonantal

Encontros vocálicos
É o nome que se da quando dois (ou mais) sons vocálicos (vogais e/ou semivogais) encontram-se adjacentes numa palavra. Classificam-se em ditongos, tritongos e hiatos.

Ditongo
É o encontro de uma vogal e uma semivogal pronunciadas numa só sílaba. Ex.: Cai (a = vogal, i = semivogal), Mario (i = semivogal, o = vogal). Os ditongos podem ser divididos em 4 blocos distintos:
·   Crescente (SV + V – uma semivogal seguida por uma vogal). Ex.: quadro, trégua, miséria, gávea;
·   Decrescente (V + SV – uma vogal seguida por uma semivogal). Ex.: flauta, caixa, fortuito, sótão, pônei.

Assim, se a vogal vier primeiro, o ditongo será decrescente, se a semivogal vier primeira, será crescente. O ditongo pode ser:
·   Oral (o ar sai todo pela boca). Ex.: enfeite, chapéu;
·   Nasal (o ar sai parcialmente pelas fossas nasais). Ex.: comunhão, mãe, esperam, vem.

Tritongo
É quando se tem uma vogal entre duas semivogais pronunciadas numa só sílaba – (SV + V + SV). Ex.: Uruguai, averiguei, enxaguou, etc... O tritongo pode ser:
·   Oral (o ar sai todo pela boca). Ex.: Paraguai, averiguei, quais;
·   Nasal (o ar sai parcialmente pelo nariz). Ex.: saguão, enxáguam.

Nos tritongos nasais uam, uem, não se registra graficamente a segunda semivogal. Ex.: mínguam (minguãu); enxáguem

OBS: “O tritongo é formado por SEMIVOGAL + VOGAL + SEMIVOGAL. Em uma sílaba não pode haver mais de uma vogal, e não há sílabas constituídas apenas de consoantes na Língua Portuguesa. Como o tritongo é o encontro de três vogais na mesma sílaba, então naturalmente só há uma dessas três vogais que fica como base da sílaba, as outras duas serão semivogais”.

Hiato

Segundo o site significados.com.br a palavra hiato tem origem no termo Latim “hiatus”, cujo significado é “abertura, fenda, lacuna”, abrangendo diferentes conceitos e aplicações. De acordo com a linguística, hiato é o encontro de dois sons vocálicos cujas vogais são separadas na divisão de sílabas. São necessários dois esforços de voz para pronunciá-las, ao contrário do ditongo em que há um único esforço de voz e as vogais permanecem na mesma sílaba.”

Exemplos:
·   pedra
·   plano
·   atleta
·   crise
·   porta
·   ritmo
·   lista
·   pneu
·   psicológico

OBS: “Não confunda com dígrafo! Quando as duas consoantes formam um único som, ou quando uma das consoantes tem som vocálico, não se caracteriza um encontro consonantal”
·   planta
·   passo

Os encontros consonantais podem ser:
·   Perfeitos – Consoantes pertencentes a uma mesma sílaba. Ex.: blu-as, bri-as, pra-to;
·   Imperfeitos – Consoantes em sílabas diferentes. Ex.: af-ta, ab-so-lu-to, a-rit-mé-ti-ca, ad-vo-ga-do;
·   Mistos – Agrupamentos consonantais que misturam os dois modos descritos. Ex.: fel-tro, dis-pli-cen-te, dês-tro.

Língua Portuguesa

Letras Maiúsculas e Minúsculas

Circunstâncias que requerem o uso das letras maiúsculas:

No início de períodos, versos ou citações diretas.
Ex.:
Ø   O dia hoje está lindo
Ø  “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” (Albert Einsten)
Nos nomes que designam altos conceitos religiosos ou políticos.
Ex.:
Ø  Estado, Nação, Igreja Católica...

Nos títulos de livros, jornais, revistas, produções artísticas, literárias e científicas.
Ex.:
Ø  Os Maias, Veja, Correio Brasiliense, Folha de São Paulo...

Nos nomes de instituições, relacionadas ao ensino e demais segmentos.
Ex.:
Ø  Universidade de Brasília, Hospital Sírio Libanês, Laboratório Atalaia...

Nos nomes de agremiações, repartições, corporações, edifícios e estabelecimentos públicos ou particulares.
Ex.:
Ø  Teatro Rio Vermelho, Ministério Público, Caixa Econômica Federal...

Nos nomes que designam altos cargos, dignidades ou postos.
Ex.:
Ø  Secretário de Saúde, Ministro da Educação, Prefeito Municipal...

Nos nomes de épocas históricas e datas oficiais.
Ex.:
Ø  Dia da Independência, Dia do Trabalho, Proclamação da República...

Nos nomes de vias e lugares públicos.
Ex.:
Ø  Praça Tamandaré, Avenida República do Líbano, Rua Prudente de Morais...

Nas cartas, ao nos dirigimos, com ênfase, a alguém.
Ex.:
Ø  querido Amigo, prezado Diretor, respeitável Professor...

Nos pronomes e expressões de tratamento.
Ex.:
Ø  Excelentíssimo, Vossa Alteza, Vossa Magnificência...

Nos nomes de artes, ciências ou disciplinas.
Ex.:
Ø  Filosofia, Sociologia, Matemática, Geografia...

Nos nomes próprios de pessoas.
Ex.:
Ø  Carla, Marcos, Beatriz...

Nos nomes dos pontos cardeais, ao indicarem regiões.
Ex.:
Ø  região Sudeste, polo Sul, eixo Norte-Sul, região Nordeste...

Nos nomes de corpos celestes.

Ex.:
Ø  Saturno, Urano, Netuno...

Circunstâncias que requerem o uso das letras minúsculas:

Nos nomes de meses e dias da semana.
Ex.:
Ø  segunda-feira, março, julho, sábado...

Nos nomes comuns que acompanham nomes geográficos.
Ex.:
Ø  oceano Atlântico, região Centro-Oeste, baía de Guanabara...

Nas palavras que designam nacionalidade ou origem.
Ex.:
Ø  brasileiro, fluminense, francês, mineiro...

No meio do nome de obras, com exceção de nomes próprios.
Ex.:
Ø  Memórias sentimentais de João Miramar, Memórias póstumas de Brás Cubas...

Nas palavras compostas, ainda que formadas por nomes próprios.
Ex.:
Ø  joão-de-barro, banho-maria...

Após alguns sinais de pontuação, tais como: ponto de interrogação (sem raciocínio completo), interjeição, exclamação e dois pontos (sem nome próprio).
Ex.:
Ø  O quê? Não trouxe a encomenda?
Ø  Nossa! quanta delicadeza.
O meio desejo é este: que você seja feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Língua Portuguesa

Vogais, Semivogais e Consoantes

Classificação dos fonemas
Os fonemas na língua portuguesa são classificados em:

Vogais

As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas. Assim, isso significa que em toda sílaba há necessariamente uma única vogal.
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser:

a) Orais: quando o ar sai pela boca.

Por exemplo:
/a/, /e/, /i/,/o/, /u/.

b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.

Por exemplo:
/ã/: fã, canto, tampa
/e/: dente, tempero
/i/: lindo, mim
/õ/: bonde, tombo
/u /: nunca, algum

c) Átonas: pronunciadas com menor intensidade.

Por exemplo:
Até, bola

d) Tônicas: pronunciadas com maior intensidade.

Por exemplo:
Até, bola

Quanto ao timbre, as vogais podem ser:

            Abertas:

            Exemplos:
            Pé, lata, pó

            Fechadas:

            Exemplos:
            Mês, luta, amor

            Reduzidas – aparecem quase sempre no final das palavras:

            Exemplos:
            Dedo, ave, gente

Quanto à zona de articulação:

            Anteriores ou Palatais – A língua eleva-se em direção ao palato duro (céu da boca):

            Exemplos:
            É, ê, i

            Posteriores ou Velares – A língua eleva-se em direção ao palato mole (véu palatino):

            Exemplos:
            Ó, ô, u

            Médias – A língua fica baixa, quase em repouso:
           
            Por exemplo:
            A

Semivogais

            Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses fonemas são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre vogais e semivogais está no fato de que estas últimas não desempenham o papel de núcleo silábico.
            Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca é o a. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico i não é tão forte quanto ele. É a semivogal.

Outros exemplos:
Saudade, história, série.

Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por “e”, “o” ou “m”.

Veja:
            Pães/pãis   mão/mãu   cem/c i

Consoantes

            Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros “ruidos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais.

Exemplos:
/b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc...

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Língua Portuguesa

Alfabeto

Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa

            Entrou em vigor di 01/01/2009 as novas regras ortográficas da língua portuguesa com o intúito de unificar o idioma nos 8 países em que utilizam como língua principal. O alfabeto passa a ter 26 letras, dispostas da seguinte forma: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V W X Y Z, como comumente víamos.
Foram reintroduzidas as letras k, w e y que fizeram parte do nosso alfabeto até 1943, quando foram retiradas, conservando-se apenas em palavras estrangeiras e em algumas abreviaturas. 
Essas letras viviam na língua como as pessoas moram no exterior como imigrantes ilegais. Então, quer dizer que elas podem circular livremente como “letras-nativas”? 
Não. Aceitamo-nas porque era inevitável não fazê-lo, pois permaneceram no nosso alfabeto e no ensino, mesmo quando não eram oficializadas. Assim, há certas restrições no uso dessas letrinhas que se infiltraram em nosso idioma, mas que agora damos as boas vindas sem preconceitos.
O perído de adaptação será de 4 anos, portanto serão consideradas as duas grafias até 31/12/2012, mas o ideal é já ir se acostumando porque provavelmente muitas questões de concursos já serão baseadas nas novas regras.

Confira abaixo quais são as novas regras e quais alterações ocorreram:

Alfabeto

- Nova regra: O Alfabeto agora passa a ser oficialmente formado por 26 letras.

Como era com a regra antiga:
O “k”, “w” e “y” não eram consideradas letras do nosso alfabeto

Como ficou com a regra atual:
Essas letras eram usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados.
Ex.: km, watt, Byron, byroniano.

Trema

- Nova regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano.

Como era com a regra antiga:
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça...

Como ficou com a regra atual
Aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça...

Acentuação

- Nova regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas.

Como era com a regra antiga:
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, heróico, apóio, paranóico...

Como ficou com a regra atual:
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, heroico, apoio, paranoico...

·   Nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
·   O acento no ditongo aberto “eu” continua: chapéu, véu, céu, Ilhéu.

- Nova regra: O hiato “oo” não é mais acentuado.

Como era com regra antiga:
Enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abencôo, povôo...

Como ficou com regra atual:
Enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abencoo, povoo...

- Nova regra: O hiato “ee” não é mais acentuado.

Como era com a regra antiga:
Crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem...

Como ficou com a regra atual:
Creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem...

·   O acento diferencial ainda permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da preposição “por”.

- Nova regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homográficas.

Como era com a regra antiga:
Pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo). Pólo )substantivo...

Como ficou com a regra atual:
Para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo). Pólo (substantivo)...

·   O acento diferencial ainda permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da proposição “por”.

- Nova regra: Não se acentua mais a letra “u” nas formas rizotônicas, quando precididos de “q” ou “q” e antes de “e” ou “i” (gue, qui, gui, qui).

Como era na regra antiga:
Argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxaguémos, oblíque...

Como ficou com a regra atual:
Argui, apazigue, averigue, enxague, enxaguemos, oblique...

- Nova regra: Não se acentua mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo.

Como era com a regra antiga:
Baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme...

Como ficou com a regra atual:
Baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume...

Hífen

- Nova regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por “r” ou “s” sendo que essas devem ser dobradas.

Como era com a regra antiga:
Ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi- real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível...

Como ficou com a regra atual:
Antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, autossugestão, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, ultrassonografia, semirreal, semissintético, suprarrenal, suprassensível...

·   Em prefixos terminados por “r”, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente...

- Nova regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas por prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.

Como era com a regra antiga:
Auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial,  infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado...

Como ficou com a regra atual:
Autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado...

·   Esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico...
·   Esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por “h” anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo...

- Nova regra: Agora se utiliza hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

Como era com a regra antiga:
Antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico...

Como ficou com a regra atual:
Anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico...

·   Esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo que termina com vogal + palavra que inicia com vogal diferente = não tem hífen, prefixo que termina com vogal + palavra que inicia com a mesma vogal = com hífen.
·   Uma exceção é o prefixo “co”. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal “o”, não utiliza-se hífen.

- Nova regra: Não se usa mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição.

Como era com a regra antiga:
Manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento...

Como ficou com a regra atual:
Mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento...

O uso do hífen permanece:
·   Em palavras formadas por prefixos “ex”, “vice” e “soto”. Exemplos: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre...
·   Em palavras formadas por prefixos “circum” e “pan” + palavras iniciadas em vogal, M ou N. Exemplos: pan-americano, circum-navegação...
·   Em palavras formadas com prefixos “pre”, “pró” e “pós” + palavras que tem significado próprio. Exemplos: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação...
·   Em palavras formadas pelas palavras “além”, “aquém”, “recém” e “sem”. Exemplos: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto...

Não existe mais hífen :
Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas, ou conjuncionais). Exemplos: Cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de... Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meias, ao-Deus-dará, à queima-roupa...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Língua Portuguesa


Leitura e Interpretação de Textos

Intepretação de Textos

            A interpretação de textos é primordial para a resolução de questões e também para a produção de novos textos., como a redação para concursos. Ela está relacionada a leitura que um indivíduo tem de um texto e o que ele conseguiu extrair e entender de seu significado, captando a mensagem que o autor queria transmitir. Assim, é preciso entender que o texto é a unidade principal de organização de informações, ideias e conceitos. Ele sempre terá um interlocutor, ou seja, o indivíduo que irá lê-lo.
            Nas provas de concursos públicos, o candidato deve ter o hábito de fazer leituras diárias, pois é através dela que o indivíduo terá um vocábulário mais amplo e um conhecimento aprimorado da língua portuguesa. Praticar a leitura, faz com que a interpretação seja mais aguçada e o concurseiro possa entender os enunciados de outras questões no decorrer de sua prova. Ao estudar, se houverem palavras não entendidas, procure no dicionário. Ele será seu companheiro na hora das dúvidas.
            Em questões que cobram a interpretação de textos como por exemplo aquelas que existema textos de autores famosos ou notícias, procure entender bem o enunciado e verificar o que está sendo cobrado, pois é preciso responder o que exatamente está sendo cobrado no texto e não aquilo que o candidato pensa. Ao ler um texto procure atingir dois níveis de leitura: leitura informativa e de reconhecimento e leitura interpretativa. No primeiro caso, deve-se ter uma primeira noção do tema, extraindo informações importantes e verificando a mensagem do escritor. No segundo tipo de leitura, é aconselhável grifar trechos importantes, palavras-chave e relacionar cada parágrafo com a ideia central do texto.
            Geralmente, um texto é organizado de acordo com seus parágrafos, cada um seguindo uma linha de raciocínio diferente e de acordo com os tipos de texto, que podem ser narrativo, descritivo e dissertativo. Cada tipo desses, possui uma forma diferente de organização do conteúdo.

Veja algumas dicas de como fazer uma boa leitura e interpretação de textos na hora da prova:

·   Leia duas vezes o texto. A primeira para ter noção do assunto, a segunda para prestar atenção às partes      importantes. Lembre-se que cada parágrafo desenvolve uma ideia.
·   Durante a segunda leitura, sublinhe o que for mais significativo, a ideia principal de cada parágrafo. Também é possível fazer anotações a margem do texto.
·   Volte ao texto, a cada pergunta feita durante a prova. Assim, o candidato terá mais chances de entender e marcar a resposta correta.
·   Procure conversar com o texto e responda as perguntas essenciais: o que, quem, quando, onde, como, porquê, para que, para quem, etc...
·   Cuidado com provas que utilizam figuras de linguagem, conjunções e pronomes. Domine esse conteúdo!
·   Fique atento à pontuação, como os travessões e as vírgulas. Às vezes, esses elementos podem ser usados para desorientar o candidato.
·   Treine muito. Faça os exercícios de provas anteriores, saiba o estilo das questões da banca examinadora e quais os assuntos mais cobrados.
·   Leia atentamente o comando da questão, para saber realmente o que se pede. Muitas vezes interpreta-se erroneamente por não ter entendido o enunciado. Atenção quando pedir a “alternativa falsa”, ou seja, “a única alternativa que difere ”, “a alternativa que não está no texto”, etc...
·   Quando o enunciado indicar uma linha ou uma expressão extraída do texto, volte e releia o parágrafo inteiro. Se necessário releia mais de um parágrafo para entender a ideia do contexto indicado.
·   Leia mais de uma vez cada alternativa a fim de eliminar os absurdos. Frequentemente, os enunciados dão indícios da resposta. Fique atento!
·   Se a questão pede a ideia principal ou tema do texto, normalmente deve situar-se no primeiro ou no último parágrafo – introdução ou conclusão.

·   Se a questão busca argumentação, deve localizar-se nos parágrafos intermediários – desenvolvimento.