segunda-feira, 18 de julho de 2016

Língua Portuguesa

Alfabeto

Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa

            Entrou em vigor di 01/01/2009 as novas regras ortográficas da língua portuguesa com o intúito de unificar o idioma nos 8 países em que utilizam como língua principal. O alfabeto passa a ter 26 letras, dispostas da seguinte forma: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V W X Y Z, como comumente víamos.
Foram reintroduzidas as letras k, w e y que fizeram parte do nosso alfabeto até 1943, quando foram retiradas, conservando-se apenas em palavras estrangeiras e em algumas abreviaturas. 
Essas letras viviam na língua como as pessoas moram no exterior como imigrantes ilegais. Então, quer dizer que elas podem circular livremente como “letras-nativas”? 
Não. Aceitamo-nas porque era inevitável não fazê-lo, pois permaneceram no nosso alfabeto e no ensino, mesmo quando não eram oficializadas. Assim, há certas restrições no uso dessas letrinhas que se infiltraram em nosso idioma, mas que agora damos as boas vindas sem preconceitos.
O perído de adaptação será de 4 anos, portanto serão consideradas as duas grafias até 31/12/2012, mas o ideal é já ir se acostumando porque provavelmente muitas questões de concursos já serão baseadas nas novas regras.

Confira abaixo quais são as novas regras e quais alterações ocorreram:

Alfabeto

- Nova regra: O Alfabeto agora passa a ser oficialmente formado por 26 letras.

Como era com a regra antiga:
O “k”, “w” e “y” não eram consideradas letras do nosso alfabeto

Como ficou com a regra atual:
Essas letras eram usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados.
Ex.: km, watt, Byron, byroniano.

Trema

- Nova regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano.

Como era com a regra antiga:
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça...

Como ficou com a regra atual
Aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça...

Acentuação

- Nova regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas.

Como era com a regra antiga:
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, heróico, apóio, paranóico...

Como ficou com a regra atual:
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, heroico, apoio, paranoico...

·   Nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
·   O acento no ditongo aberto “eu” continua: chapéu, véu, céu, Ilhéu.

- Nova regra: O hiato “oo” não é mais acentuado.

Como era com regra antiga:
Enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abencôo, povôo...

Como ficou com regra atual:
Enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abencoo, povoo...

- Nova regra: O hiato “ee” não é mais acentuado.

Como era com a regra antiga:
Crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem...

Como ficou com a regra atual:
Creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem...

·   O acento diferencial ainda permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da preposição “por”.

- Nova regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homográficas.

Como era com a regra antiga:
Pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo). Pólo )substantivo...

Como ficou com a regra atual:
Para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo). Pólo (substantivo)...

·   O acento diferencial ainda permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da proposição “por”.

- Nova regra: Não se acentua mais a letra “u” nas formas rizotônicas, quando precididos de “q” ou “q” e antes de “e” ou “i” (gue, qui, gui, qui).

Como era na regra antiga:
Argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxaguémos, oblíque...

Como ficou com a regra atual:
Argui, apazigue, averigue, enxague, enxaguemos, oblique...

- Nova regra: Não se acentua mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo.

Como era com a regra antiga:
Baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme...

Como ficou com a regra atual:
Baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume...

Hífen

- Nova regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por “r” ou “s” sendo que essas devem ser dobradas.

Como era com a regra antiga:
Ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi- real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível...

Como ficou com a regra atual:
Antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, autossugestão, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, ultrassonografia, semirreal, semissintético, suprarrenal, suprassensível...

·   Em prefixos terminados por “r”, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente...

- Nova regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas por prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.

Como era com a regra antiga:
Auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial,  infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado...

Como ficou com a regra atual:
Autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado...

·   Esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico...
·   Esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por “h” anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo...

- Nova regra: Agora se utiliza hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

Como era com a regra antiga:
Antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico...

Como ficou com a regra atual:
Anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico...

·   Esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo que termina com vogal + palavra que inicia com vogal diferente = não tem hífen, prefixo que termina com vogal + palavra que inicia com a mesma vogal = com hífen.
·   Uma exceção é o prefixo “co”. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal “o”, não utiliza-se hífen.

- Nova regra: Não se usa mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição.

Como era com a regra antiga:
Manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento...

Como ficou com a regra atual:
Mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento...

O uso do hífen permanece:
·   Em palavras formadas por prefixos “ex”, “vice” e “soto”. Exemplos: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre...
·   Em palavras formadas por prefixos “circum” e “pan” + palavras iniciadas em vogal, M ou N. Exemplos: pan-americano, circum-navegação...
·   Em palavras formadas com prefixos “pre”, “pró” e “pós” + palavras que tem significado próprio. Exemplos: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação...
·   Em palavras formadas pelas palavras “além”, “aquém”, “recém” e “sem”. Exemplos: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto...

Não existe mais hífen :
Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas, ou conjuncionais). Exemplos: Cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de... Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meias, ao-Deus-dará, à queima-roupa...

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