Alfabeto
Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa
Entrou em vigor di 01/01/2009 as
novas regras ortográficas da língua portuguesa com o intúito de unificar o idioma
nos 8 países em que utilizam como língua principal. O alfabeto passa a ter 26
letras, dispostas da seguinte forma: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V
W X Y Z, como comumente víamos.
Foram reintroduzidas as letras k, w e y que fizeram parte do
nosso alfabeto até 1943, quando foram retiradas, conservando-se apenas em
palavras estrangeiras e em algumas abreviaturas.
Essas letras viviam na língua como as pessoas moram no exterior como imigrantes ilegais. Então, quer dizer que elas podem circular livremente como “letras-nativas”?
Não. Aceitamo-nas porque era inevitável não fazê-lo, pois permaneceram no nosso alfabeto e no ensino, mesmo quando não eram oficializadas. Assim, há certas restrições no uso dessas letrinhas que se infiltraram em nosso idioma, mas que agora damos as boas vindas sem preconceitos.
Essas letras viviam na língua como as pessoas moram no exterior como imigrantes ilegais. Então, quer dizer que elas podem circular livremente como “letras-nativas”?
Não. Aceitamo-nas porque era inevitável não fazê-lo, pois permaneceram no nosso alfabeto e no ensino, mesmo quando não eram oficializadas. Assim, há certas restrições no uso dessas letrinhas que se infiltraram em nosso idioma, mas que agora damos as boas vindas sem preconceitos.
O perído
de adaptação será de 4 anos, portanto serão consideradas as duas grafias até
31/12/2012, mas o ideal é já ir se acostumando porque provavelmente muitas
questões de concursos já serão baseadas nas novas regras.
Confira abaixo
quais são as novas regras e quais alterações ocorreram:
Alfabeto
- Nova
regra: O Alfabeto agora passa a ser oficialmente formado por 26 letras.
Como era
com a regra antiga:
O “k”, “w” e “y” não eram consideradas letras do
nosso alfabeto
Como ficou
com a regra atual:
Essas letras eram usadas em siglas, símbolos, nomes
próprios, palavras estrangeiras e seus derivados.
Ex.: km, watt, Byron, byroniano.
Trema
- Nova
regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de
nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano.
Como era
com a regra antiga:
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio,
freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim,
tranqüilo, lingüiça...
Como ficou
com a regra atual
Aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio,
frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim,
tranquilo, linguiça...
Acentuação
- Nova
regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras
paroxítonas.
Como era
com a regra antiga:
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia,
panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, heróico, apóio, paranóico...
Como ficou
com a regra atual:
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia,
panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, heroico, apoio, paranoico...
· Nos ditongos abertos de palavras
oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
· O acento no ditongo aberto “eu”
continua: chapéu, véu, céu, Ilhéu.
- Nova
regra: O hiato “oo” não é mais acentuado.
Como era com
regra antiga:
Enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abencôo,
povôo...
Como ficou
com regra atual:
Enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abencoo,
povoo...
- Nova
regra: O hiato “ee” não é mais acentuado.
Como era
com a regra antiga:
Crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem...
Como ficou
com a regra atual:
Creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem...
· O acento diferencial ainda
permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do indicativo –
“pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da preposição “por”.
- Nova
regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homográficas.
Como era
com a regra antiga:
Pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo
(substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo). Pólo )substantivo...
Como ficou
com a regra atual:
Para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo
(substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo). Pólo (substantivo)...
· O acento diferencial ainda
permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do indicativo –
“pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da proposição “por”.
- Nova
regra: Não se acentua mais a letra “u” nas formas rizotônicas, quando
precididos de “q” ou “q” e antes de “e” ou “i” (gue, qui, gui, qui).
Como era
na regra antiga:
Argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxaguémos,
oblíque...
Como ficou
com a regra atual:
Argui, apazigue, averigue, enxague, enxaguemos,
oblique...
- Nova
regra: Não se acentua mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando
precedidos de ditongo.
Como era
com a regra antiga:
Baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme...
Como ficou
com a regra atual:
Baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume...
Hífen
- Nova
regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou
falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por “r” ou “s” sendo
que essas devem ser dobradas.
Como era com
a regra antiga:
Ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social,
anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação,
auto-sugestão, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco,
infra-som, ultra-sonografia, semi- real, semi-sintético, supra-renal,
supra-sensível...
Como ficou
com a regra atual:
Antessala, antessacristia, autorretrato,
antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade,
autorregulamentação, autossugestão, contrassenha, extrarregimento,
extrassístole, extrasseco, infrassom, ultrassonografia, semirreal,
semissintético, suprarrenal, suprassensível...
· Em prefixos terminados por “r”,
permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra:
hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial,
inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista,
super-resistente...
- Nova
regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas por prefixos (ou
falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.
Como era
com a regra antiga:
Auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem,
auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação,
contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial,
infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista,
neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado,
semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado...
Como ficou
com a regra atual:
Autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem,
autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação,
contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular,
intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido,
semiautomático, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado...
· Esta nova regra vai uniformizar
algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano,
socioeconômico...
· Esta regra não se encaixa quando
a palavra seguinte iniciar por “h” anti-herói, anti-higiênico, extra-humano,
semi-herbáceo...
- Nova
regra: Agora se utiliza hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou
falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
Como era
com a regra antiga:
Antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário,
antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus,
microorgânico...
Como ficou
com a regra atual:
Anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário,
anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus,
micro-orgânico...
· Esta regra foi alterada por conta
da regra anterior: prefixo que termina com vogal + palavra que inicia com vogal
diferente = não tem hífen, prefixo que termina com vogal + palavra que inicia
com a mesma vogal = com hífen.
· Uma exceção é o prefixo “co”.
Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal “o”, não utiliza-se hífen.
- Nova
regra: Não se usa mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção
de composição.
Como era
com a regra antiga:
Manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama,
pára-brisa, pára-choque, pára-vento...
Como ficou
com a regra atual:
Mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama,
parabrisa, parachoque, paravento...
O uso do hífen
permanece:
· Em palavras formadas por prefixos
“ex”, “vice” e “soto”. Exemplos: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre...
· Em palavras formadas por prefixos
“circum” e “pan” + palavras iniciadas em vogal, M ou N. Exemplos:
pan-americano, circum-navegação...
· Em palavras formadas com prefixos
“pre”, “pró” e “pós” + palavras que tem significado próprio. Exemplos:
pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação...
· Em palavras formadas pelas palavras
“além”, “aquém”, “recém” e “sem”. Exemplos: além-mar, além-fronteiras,
aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto...
Não existe mais
hífen :
Em
locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais,
adverbiais, prepositivas, ou conjuncionais). Exemplos: Cão de guarda, fim de
semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de
vinho, à vontade, abaixo de, acerca de... Exceções: água-de-colônia,
arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meias, ao-Deus-dará, à
queima-roupa...
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