Vogais, Semivogais e Consoantes
Classificação dos fonemas
Os fonemas na língua portuguesa são classificados em:
Vogais
As vogais são os fonemas sonoros
produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa
língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas. Assim, isso significa que em
toda sílaba há necessariamente uma única vogal.
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou
entreaberta. As vogais podem ser:
a) Orais: quando o ar sai pela boca.
Por exemplo:
/a/, /e/, /i/,/o/, /u/.
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
Por exemplo:
/ã/: fã, canto, tampa
/e/: dente,
tempero
/i/: lindo,
mim
/õ/: bonde,
tombo
/u
/: nunca,
algum
c) Átonas: pronunciadas com menor intensidade.
Por
exemplo:
Até, bola
d) Tônicas: pronunciadas com maior
intensidade.
Por exemplo:
Até, bola
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
Abertas:
Exemplos:
Pé, lata, pó
Fechadas:
Exemplos:
Mês, luta, amor
Reduzidas
– aparecem quase sempre no final das palavras:
Exemplos:
Dedo, ave, gente
Quanto à zona de articulação:
Anteriores
ou Palatais – A língua eleva-se em direção ao palato duro (céu da boca):
Exemplos:
É,
ê, i
Posteriores
ou Velares – A língua eleva-se em direção ao palato mole (véu palatino):
Exemplos:
Ó,
ô, u
Médias
– A língua fica baixa, quase em repouso:
Por
exemplo:
A
Semivogais
Os
fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma
vogal, formando com ela uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses
fonemas são chamados de semivogais. A
diferença fundamental entre vogais e semivogais está no fato de que estas
últimas não desempenham o papel de núcleo silábico.
Observe
a palavra papai. Ela é formada de
duas sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca é o a. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico i
não é tão forte quanto ele. É a semivogal.
Outros exemplos:
Saudade,
história, série.
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer
representados na escrita por “e”, “o” ou “m”.
Veja:
Pães/pãis mão/mãu
cem/c
i
Consoantes
Para
a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra
obstáculos ao passar pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes sejam
verdadeiros “ruidos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome
provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”)
as vogais.
Exemplos:
/b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc...
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